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Meta cortará 10% de sua força de trabalho global, enquanto a aposta na IA gera protestos dos funcionários

A Meta deve realizar mais uma rodada de demissões globais nesta quarta-feira, horário local, reduzindo seu quadro de funcionários em aproximadamente 10%. Com base no número de funcionários registrado em 31 de março, essa medida afetará cerca de 7.800 funcionários, marcando uma das maiores reestruturações recentes no setor de tecnologia.
Jennifer Gail, diretora de recursos humanos da Meta, afirmou em um memorando interno que, além das demissões diretas e da eliminação de certos cargos de gestão, a empresa remanejará 7.000 funcionários para novos projetos focados em fluxos de trabalho de IA. Essa iniciativa visa otimizar a arquitetura de IA da Meta, permitindo tempos de resposta mais rápidos e maior autonomia por meio de estruturas organizacionais mais horizontais.
Forte ênfase no desenvolvimento de agentes de IA
Os funcionários transferidos passarão a integrar, principalmente, equipes centrais, como a de engenharia de IA e o AI Agent Accelerator. Esses departamentos recém-formados são fundamentais para a iniciativa “AI-Empowered Work” da Meta, que visa desenvolver agentes de IA capazes de realizar autonomamente tarefas atualmente executadas por seres humanos.
Para impulsionar essa estratégia especulativa de IA, a Meta chegou a instalar à força um software de rastreamento de mouse nos computadores dos funcionários para treinar novos modelos de IA. Esse monitoramento invasivo, combinado com a dura realidade de “substituir funcionários por seu próprio trabalho”, provocou uma resistência interna sem precedentes.
Protestos internos continuam a se intensificar
Mais de 1.000 funcionários da Meta assinaram uma petição conjunta, opondo-se publicamente aos planos de monitoramento e demissões da administração. Alguns instaram os executivos a lidar com essa grave crise no local de trabalho, afixando panfletos no escritório e enviando emojis de elefantes em plataformas de comunicação interna.
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