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Identifica discrepâncias entre a intenção documentada e a implementação real nas bases de código, detectando bugs que os verificadores genéricos não conseguem identificar por não disporem de um modelo de intenção.

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Tempo atualizado 29 de Setembro de 2026

O que foi planejado x o que foi implementado: auditando a discrepância

Objetivo

Um linter analisa o código isoladamente. Ele pode indicar que o código é internamente consistente; mas não pode dizer se o código faz o que você pretendia, pois não possui um modelo da sua intenção. Os bugs de segurança e correção de maior impacto estão nessa lacuna — uma permissão documentada, mas nunca aplicada; um endpoint “somente para cron” que qualquer pessoa pode chamar; um campo marcado como “somente público” que vaza dados privados.

Essa habilidade é o método para identificar essa lacuna. É o diferencial: ela só funciona quando a intenção foi documentada previamente (consulte a habilidade “artefatos de lançamento”), e é exatamente por isso que ferramentas genéricas não conseguem reproduzi-la.

Contexto

Use isso quando houver uma intenção documentada — permissions.md, architecture.md, variables.md, etc. Se esses documentos estiverem ausentes ou desatualizados, essa ausência é, por si só, a primeira constatação: você não pode auditar uma intenção que nunca registrou. Recomenda-se documentar primeiro e, depois, auditar.

Método

  1. Estabeleça a intenção. Leia o /documentation/*.md conjunto como fonte de referência para o que deve ser verdade: quem pode acessar o quê, quais limites são confiáveis, quais dados são públicos. Trate os documentos como afirmações a serem verificadas, não como provas.

  2. Reúna evidências de implementação. Leia o código que aplica (ou deixa de aplicar) cada afirmação. A evidência é um arquivo e uma linha citados — a verificação de autorização real, o filtro de consulta real, o sanitizador real. “Provavelmente é tratado a montante” não é evidência; o caminho do código é que é.

  3. Compare a afirmação com o código, uma fronteira de cada vez. Para cada regra documentada, pergunte: existe um ponto de aplicação que realmente a implemente, no servidor, em todos os caminhos? Desconfie de comentários como “somente interno”, “somente para administradores” ou “validado em outro lugar” — verifique-os no código.

  4. Classifique cada discrepância de acordo com sua relevância. Uma discrepância é relevante quando, ao ser transgredida, permite que um agente real acesse dados, dinheiro, infraestrutura ou outro locatário que não deveria. Ela não é relevante quando a única pessoa afetada é o próprio agente em seus próprios dados. Desconsidere desvios cosméticos; mantenha os desvios que ultrapassam limites.

  5. Evite conclusões vagas. Cada conclusão deve indicar: a intenção documentada (cite o documento), a realidade implementada (cite o código), o invasor e a vítima, e a correção concreta. Se você não puder citar os dois lados da discrepância, trata-se de uma questão a ser investigada, não de uma conclusão a ser relatada.

O que importa

  • Intenção: uma regra, um limite, um escopo ou uma classificação pública/privada documentada.
  • Evidência de implementação: um ponto de aplicação citado (ou sua ausência comprovável) no código.
  • Uma incompatibilidade relevante: a documentação diz uma coisa, o código faz outra, e a diferença ultrapassa um limite de confiança, custo, dados ou locatário.

Notas

  • “Documentado, mas não aplicado” já é uma constatação por si só — classifique-a de acordo com o que a lacuna expõe.
  • “Não documentado, mas aplicado” geralmente está tudo bem, mas sinalize isso: a documentação está desatualizada, o que enfraquece a próxima auditoria.
  • Esse método alimenta as auditorias de segurança e desempenho; ele não substitui a análise detalhada delas — ele acrescenta o eixo da intenção que lhes falta.
  • Nunca invente uma intenção para criar uma lacuna. Se a documentação não se pronuncia, diga que a documentação não se pronuncia.
Ver no GitHub
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name: intended-vs-implemented
description: Finds gaps between documented intent and actual implementation in codebases, catching bugs that generic scanners miss because they lack a model of intent.
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# Intended vs. Implemented: Auditing the Gap

## Purpose

A linter scans code in a vacuum. It can tell you the code is *internally* consistent; it cannot tell you the code does what you *meant*, because it has no model of your intent. The highest-value security and correctness bugs live in that gap — a permission documented but never enforced, a "cron-only" endpoint anyone can call, a field marked public-only that leaks private data.

This skill is the method for finding that gap. It is the differentiator: it only works when intent has been written down first (see the **shipping-artifacts** skill), and that's exactly why commodity tools can't replicate it.

## Context

Use this when documented intent exists — `permissions.md`, `architecture.md`, `variables.md`, etc. If those docs are absent or stale, that absence is itself the first finding: you cannot audit intent you never recorded. Recommend documenting first, then auditing.

## Method

1. **Establish intent.** Read the `/documentation/*.md` set as the source of truth for what *should* be true: who may access what, which boundaries are trusted, which data is public. Treat the docs as claims to verify, not as proof.

2. **Gather implementation evidence.** Read the code that enforces (or fails to enforce) each claim. Evidence is a cited file and line — the actual authorization check, the actual query filter, the actual sanitizer. "It's probably handled upstream" is not evidence; the code path is.

3. **Compare claim to code, one boundary at a time.** For each documented rule, ask: does an enforcement point actually implement it, on the server, on every path? Distrust comments like "internal only," "admin only," or "validated elsewhere" — verify them in code.

4. **Classify each mismatch by whether it matters.** A mismatch matters when crossing it lets a real actor reach data, money, infrastructure, or another tenant they shouldn't. It does not matter when the only person affected is the actor themselves on their own data. Drop cosmetic drift; keep boundary-crossing drift.

5. **Avoid hand-wavy findings.** Every finding names: the **documented intent** (quote the doc), the **implemented reality** (cite the code), the **attacker and victim**, and the **concrete fix**. If you cannot cite both sides of the gap, it is a question to investigate, not a finding to report.

## What counts

- **Intent:** a documented rule, boundary, scope, or public/private classification.
- **Implementation evidence:** a cited enforcement point (or its provable absence) in the code.
- **A mismatch that matters:** doc says one thing, code does another, and the difference crosses a trust, cost, data, or tenant boundary.

## Notes

- Documented-but-unenforced is a finding on its own — rank it by what crossing the gap exposes.
- Undocumented-but-enforced is usually fine, but flag it: the docs are now stale, which weakens the next audit.
- This method feeds the security and performance audits; it does not replace their sink-level analysis — it adds the intent axis they lack.
- Never fabricate intent to manufacture a gap. If the docs are silent, say the docs are silent.

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